segunda-feira, novembro 26, 2007

Qual o papel do INSS na vida dos Jovens

O Plano Simplificado pode a garantir o seu futuro

Devido ao fato do grande número de trabalhadores do País não contribuírem para a previdência social, em abril deste ano, entrou em vigor, o chamado Plano Simplificado, com o objetivo de garantir que os trabalhadores que antes não contribuíam passem a contribuir, e dessa forma a contar com a proteção do seguro social e garantindo o direito de se aposentar.

O cidadão que não estiver em dia com o INSS poderá encontrar dificuldades financeiras, pois no caso da necessidade de deixar de trabalhar, por motivo de doença, acidente ou idade avançada, os não contribuintes não receberam amparo da previdência social. Para Sônia Maria de Almeida, 39 anos, que trabalha como empregada domestica há 20 anos o INSS funciona como uma segurança, “contribuo para eu me aposentar, mas não é só isso, se eu tiver um acidente de trabalho, tenho aonde me encostar ”. Sônia tem 15 anos de contribuição.

“A contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelo plano simplificado só é possível para quem contribuir sobre um salário mínimo”, explica a assessora do INSS.
Segundo Rosangela, a alíquota reduzida traz uma economia significativa para o trabalhador. Se ele contribui com a alíquota de 20%, tem um gasto mensal de R$ 76,00 - R$ 912,00 ao ano. A assessora explica também que com a opção de contribuir para a Previdência com 11%, o custo mensal do trabalhador cai para R$ 41,80 (economia de R$ 34,20 por mês) e para R$ 501,60 anuais (economia de R$ 410,40 ao ano) “.

O Valor do Benefício, desde julho de 1994, é calculados com base na média dos 80% melhores salários de contribuição. O calculo vale para o contribuinte que recolhe pela alíquota normal como para quem opta pela reduzida. O site do INSS é : http://www.previdencia.gov.br/.

Opinião de Jovens sobre o INSS

Emerson de Castro Icarole Monteiro, 27 anos, trabalha como motorista, desde 18 anos. Conta que tem aproximadamente sete anos de contribuição. E já precisou do auxilio doença, pois devido uma apendicite, teve que ficar afastado por volta de 4 meses e foi o INSS que ajudou na compra de medicamentos.

O estudante Vagner lizidoro Santos, 18 anos, conta que já trabalhou de auxiliar de comércio e tem 10 meses de contribuição, afirma: “é importante contribui se acaso precisa encostar”. Desempregado o estudante diz não ter condição de pagar o INSS e confessa que desconhecia os planos facultativo e simplificado.

Previdência Social

Jovens maiores de 16 anos podem garantir seu futuro na previdência social. Mesmo sem comprovar renda própria é possível se tornar um contribuinte facultativo ou optar pelo o plano simplificado. Ao aderir o segurado garante direitos e diversos benefícios como salário-maternidade, auxílio-doença, auxílio-reclusão, pensão por morte, aposentadoria por invalidez e também uma futura aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição.

O estudante /segurado, igualmente a outros cidadãos que contribuem, deve cumprir um período mínimo de contribuição. É a chamada carência, que tem como objetivo assegurar benefícios como auxílio doença e aposentadoria por invalidez, é necessários doze meses de contribuições, para obter o beneficio salário maternidade é preciso ter contribuído apenas 10 meses, no caso de auxilio reclusão e pensão por morte não há exigência de período de carência.

Como contribuir para Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

Os interessados podem fazer a inscrição pelo telefone 135 ou pelo pela Internet, no site http://www.previdencia.gov.br/, ou nas Agências da Previdência Social. O pagamento é feito por meio da guia de recolhimento da Previdência Social, que pode ser comprada em papelarias ou obtida na internet. A contribuição dever ser paga em qualquer banco até o dia 15 de cada mês.

No caso do estudante ser estagiário

No Brasil o estagiário não é obrigado a contribuir para a previdência Social, devido a este fato o período que o estudante participar de um estágio não vai contar no calculo da sua futura aposentadoria. O estagiário que desejar que o seu período de estágio conte nos cálculos dos benefícios do INSS. Deve contribuir como facultativos,

De acordo como a assessoria de comunicação do INSS de Campinas Rosângela Rozam Sena, quanto ao valor do recolhimento, os estudantes que contribuem como facultativos podem optar pela alíquota comum ou pelo Plano Simplificado.

A alíquota comum é de 20% sobre um valor que pode variar entre o salário mínimo (R$ 380,00) e o teto da Previdência Social (R$ 2.894,28).Já se optar pelo Plano Simplificado o contribuinte facultativo deverá recolher 11% sobre o salário mínimo. Por este plano os segurados tem direito à todos os benefícios previdenciários, exceto a aposentadoria por tempo de contribuição

Mais informacões acesse : http://www.previdencia.gov.br/

segunda-feira, novembro 12, 2007

Investimentos econômicos atraem jovens aplicadores

"Conscientizar sobre educação financeira é importante", aponta gerente.

O termo "investir" foi freqüente durante as respostas dadas por especialistas da área econômica. Com a economia aquecida, queda da cotação do dólar, fortalecimento dos investimentos em ações, segue-se, então, um caminho seguro para que os jovens possam investir e, por conseqüência, obter a garantia de consolidar a vida no futuro, com recursos previdenciários e orçamento familiar. Porém, a economia é variante. Ao mesmo tempo em que pode garantir fonte de lucros, pode também, permitir prejuízos consideráveis.

De acordo com o professor de Economia da PUC-Campinas, José Alex Rêgo Soares (esq.), “a economia é presente na nossa vida e tem impactos extremamente importantes no dia-dia de nossas vidas, sendo assim ela é muito importante para deixar apenas sob a responsabilidade dos economistas”.

Segundo Soares, a economia é atividade que deve ser discutida entre os jovens. “O jovem é parte dessa discussão não apenas como um investidor, mas como um agente de tem que se preocupar com os desdobramentos da economia e a sociedade de um modo geral, já que economia interfere em todos os poros da nossa sociedade”.

Para a consolidação deste processo, o jovem brasileiro deve inserir-se em um projeto de conscientização, como afirma o gerente de Relacionamentos do Banco ABN-Amro Bank – recentemente adquirido pelo Banco Santander – André Roberto de Morais. “O jovem brasileiro não possui a cultura de investir. Ele possui o hábito de consumir, deseja manter o status agora, esquecendo de prever o futuro e a necessidade de reservas monetárias.”

Morais aponta que a juventude norte-americana possui uma visão conceituada sobre este tema. “Nos EUA os pais, desde o nascimento dos filhos, preocupam-se em investir e garantir economias suficientes, para que, quando chegar à universidade, o jovem possa cursar a graduação e ter as noções básicas para realização de investimentos próprios, e, geralmente, são em ações.”

Mesmo assim, o mercado brasileiro comemora o crescimento, gradativo, dos investimentos dos jovens, sejam em cadernetas de poupança, fundos de renda fixa, como CDB, RDB e ações. Essas aplicações podem ser divididas de acordo com os critérios de rentabilidade requeridos pelo investidor. O retorno pode ser classificado como longo, médio e a curto prazo, determinado por escala que vai de moderado a agressivo. Mas, “o investimento está relacionado com a possibilidade de ganhos em função de sua disponibilidade de recursos para aplicar e, no meio da juventude temos tanto grupos mais arrojados quanto mais conservadores”, analisa Soares.

Segundo a gerente de Contas de Pessoas Físicas do Banco Bradesco, Graziele Uzai Oliveira, a imagem que o jovem está adquirindo do mundo e a percepção quanto à importância de realizar investimentos futuros “tem provocado um despertamento de economia que começa a obter resultados favoráveis tanto ao investidor quanto ao próprio processo econômico.”

A fim de permitir crescimento significativo e sustentável da juventude no mercado de investimentos, a Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), realiza o projeto EDUCAR que visa trabalhar conceitos financeiros e solidificar noções de investimentos no mercado acionário. Busca demonstrar aos jovens a importância de investir agora e, fazer com que o controle orçamentário seja administrável.

Jambres Alves

sexta-feira, novembro 09, 2007

Reajuste de mensalidade escolar ultrapassa inflação

De acordo com Sieeesp, pais pagarão ao menos 5% a mais em 2008

O Sieeesp ( Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo) informa que o reajuste no valor da mensalidade das escolas particulares em 2008 será no mínimo 5%.
Segundo o secretario do sindicato Marcelo Henrique Capovilla, o aumento pode ser maior nas instituições de ensino infantil. “Os atributos aumentaram, principalmente, nas escolas de educação infantil, então o reajuste deve ser acima da inflação”, disse.

Para evitar pagar mais também na matricula, pais têm antecipado a reserva de vaga na região, pois algumas dão descontos para os adiantados. Esse é o caso dos comerciantes José Augusto e Marisa Vechi que já fizeram a rematrícula dos filhos, Eric de 12 anos e Brenda de 15 anos no colégio Objetivo. “Já quis deixar tudo certo para garantir a vaga e conseguir o desconto”, afirmou Marisa.

José Augusto ainda disse que as escolas têm autonomia para estabelecer prazos e valores, mas há algumas regras a seguir. De acordo com ele, o aluno que já estuda na unidade tem preferência para ocupar a vaga sobre o de fora, se estiver em dia com a mensalidade. No caso de haver inadimplência, a direção pode se negar a matriculá-lo.

O Sieeesp alerta que o valor da anuidade cobrado pelas escolas para 2008 precisa estar estipulado e ser de conhecimento dos pais até 45 dias antes do término das matrículas ou do início do ano letivo.


Rafael Brandão Fray

terça-feira, novembro 06, 2007

“Brasil crescerá 5% este ano”, diz corretora do Banco Fator.

Crise bancária nos EUA não deve afetar economia brasileira.

O crescimento econômico do País ultrapassará os 3,7% alcançados em 2006 e ficará em torno dos 5% neste ano, apontou Daniela Lourenço (esq.), corretora de valores do Banco Fator, instituição financeira voltada para o mercado de bolsa, dívida e câmbio.

“O Brasil está recebendo muitos investimentos estrangeiros, pois o País tem grande chance de virar um investiment grade (grau de investimento) no próximo ano. E, se isso realmente acontecer, atrairemos ainda mais capital”, explicou Daniela.

A corretora disse que esse patamar de crescimento deve manter-se até meados de 2009. No entanto, ela destacou que se os investimentos nos setores elétrico, ferroviário e rodoviário não acontecerem a expansão da economia brasileira ficará limitada e não terá com se sustentar por mais tempo.

“Para temos um crescimento econômico sustentável, além de resolvermos o gargalo logístico, existem reformas que precisam ser feitas, como é o caso da tributária e previdenciária”, defendeu.

Blindados?

Daniela ressaltou que o Brasil controla melhor hoje os efeitos da economia do que há alguns anos e que, por isso, a crise bancária nos EUA não afeta tanto o País como os outros emergentes. Entretanto, a corretora deixou claro que isso não significa que a o Brasil esteja completamente protegido.

“Existe sim o risco da crise do subprime (os créditos hipotecários de alto risco) nos afetar, uma vez que, se ela agravar-se, o consumo nos EUA diminuirá, o que influenciará os outros países, inclusive o Brasil”, observou. Segundo ela, o País está “sofrendo” menos do que a China, Índia e Rússia, pois a vantagem competitiva do Brasil, no caso a agricultura, está em plena ascensão.

De acordo com Daniela, enquanto na Rússia, o ponto forte é o gás, petróleo e minerais, na Índia, a qualidade de serviços, e na China, o baixo custo de mão-de-obra e produção, no Brasil, é a agricultura. “Vemos um ciclo sustentável de alta muito forte nos commodities, principalmente nos grãos de milho e de soja. E isso, com certeza, contribui para nossa estabilidade econômica”.

Cautela

A corretora destaca que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu muito em um curto período de tempo, saltando de R$ 400 milhões de volume diário em 2002 para R$ 5 bilhões neste ano. Por conta disso, ela acredita que a Bovespa deverá fazer uma correção nos próximos meses.

Além desse fator, Daniela explica que os reflexos da crise de subprime começaram a atingir as grandes empresas do setor financeiro, como foi o caso do Citigroup, que anunciou a perda de, aproximadamente, R$ 22 bilhões na última semana. “Achamos que, com a divulgação do resultado corporativo nos EUA, devemos ver mais bancos de grande porte serem afetados”.

Segundo ela, a economia Brasileira está vivendo um momento de bonança, mas as pessoas devem ter um pouco de cautela. “O melhor momento de comprar novas ações será na certeza que essa questão de subprime não afetará a economia real”, afirmou.

Ao ser indagada a respeito de dicas de investimentos, Daniela ressaltou que o mais seguro é comprar ações de empresas de primeira linha e voltadas para o mercado interno. Entre as compras mais seguras estão os papéis da Petrobras, devido aos ciclo de alta de petróleo, a Vale do Rio Doce, e corporações ligadas ao setor de construção civil indiretamente, como a Aços Gerdau e Duratex.

“Outros setores que devemos ficar de olho é o infra-estrutura e o elétrico. Neste caso, aparecem a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e a ALL Logística, uma vez que devem receber investimentos nos próximos anos”, finaliza.

Martha Romano

quinta-feira, novembro 01, 2007

"Investimentos básicos tem que ter o perfil do poupador", afirma especialista.

A busca por investimentos está cada vez mais presente entre jovens. A procura por rentabilidade e segurança nos negócios é a principal preocupação entre eles. O professor de finanças e atuante no mercado financeiro, Paulo Adani, explica que os três principais tipos de investimentos básicos são: as ações, a poupança e o fundo de renda fixa. Adani afirma que toda aplicação financeira tenta maximizar o tripé: rentabilidade, liquedez e segurança.

As ações estão entre os principais investimentos de maior risco e a sugestão do professor é sempre ter um conhecimento muito grande sobre o que irá comprar antes de fazer a aquisição.
Em contrapartida o fundo de renda fixa é destinado para quem procura ter maiores rendimentos com a compra de títulos e valores mobiliários. Paulo Adani ainda explica que a poupança tem a maior liquedez, a maior segurança e, portanto a menor rentabilidade. "A poupança que às vezes é deixada como a última das aplicações tem que ser vista de outra maneira, pois ela depois de 90 dias, não recolhe a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e retorna em uma média de 0,38%. Além disso, ela é isenta de impostos de renda, na media de uma aplicação de 22,5% de imposto de renda sobre aplicação.", explica o professor.

Por esses motivos Adani aponta que "a poupança deve sim ser analisada como uma boa aplicação para aquela pessoa que vai usar o dinheiro no futuro próximo para alguma atividade , viagem, ou aquisição de algum bem, porque ali você tem certeza absoluta de que vai render com essas dimensões." Nos dias atuais a poupança está rendendo praticamente como fundo de aplicação financeira, "provavelmente é que tem a menor rentabilidade, mas que em termos de segurança é praticamente total.", conclui o professor.

Hoje a teoria moderna sobre aplicação financeira analisa muito o perfil de cada poupador. Para aquele poupador que gosta de arriscar mais, é aconselhável ir para renda variável, ou seja, ações. Porém para os conservadores, o melhor é a poupança. Além disso, outras situações também são consideradas com uma boa liquidez, por exemplo os terreno, casas, e as vezes até uma viagem. Porém para os investimentos tradicionais o que normalmente é aconselhável: para quem até 50 mil, caderneta de poupança; a cima de 50 mil e até 150mil, fundos de aplicação financeira; e acima disso ações.

De acordo com o professor Paulo Adani, a principal preocupação que o jovem tem que ter primeiro lugar é com a previdência privada. Isso por que se ele tiver recursos mensais de forma estável deverá abrir uma previdência privada por que o jovem também fica velho. Além disso, ele recomenda que ter de alguma maneira uma poupança. "Por que a poupança garante a tranqüilidade, a segurança e assim o conforto econômico para realizar outras atividades. Uma das maiores crises das pessoas é a econômica, por isso desde jovem é importante ter essa preocupação em ter uma poupança", destacou.


Investimentos para jovens

Hoje a teoria moderna sobre aplicação financeira analisa muito o perfil de cada poupador. Para aquele poupador que gosta de arriscar mais, é aconselhável ir para renda variável, ou seja, ações. Porém para os conservadores, o melhor é a poupança. Além disso, outras situações também são consideradas com uma boa liquidez, por exemplo os terreno, casas, e as vezes até uma viagem. Porém para os investimentos tradicionais o que normalmente é aconselhável: para quem até 50 mil, caderneta de poupança; a cima de 50 mil e até 150 mil, fundos de aplicação financeira; e acima disso ações.

Cuidados

De acordo com o professor Paulo Adani, a principal preocupação que o jovem tem que ter primeiro lugar é com a previdência privada. Isso por que se ele tiver recursos mensais de forma estável deverá abrir uma previdência privada por que o jovem também fica velho. Além disso, ele recomenda que ter de alguma maneira uma poupança. "Por que a poupança garante a tranqüilidade, a segurança e assim o conforto econômico para realizar outras atividades. Uma das maiores crises das pessoas é a econômica, por isso desde jovem é importante ter essa preocupação em ter uma poupança", alerta Adani

Tanara Danilevicz

sábado, outubro 27, 2007

Investir o salário é uma tarefa difícil para os jovens

Controlar os gastos e administrar o salário é um grande problema para os jovens. É claro que muitas vezes o salário é muito baixo, mas mesmo aqueles que ganham um pouco mais e que têm uma ajudinha dos pais com as despesas não conseguem administrar suas contas com muita eficiência.

Aplicar o dinheiro, fazer poupança, se preocupar com a aposentadoria são coisas que dificilmente passam pela cabeça de um jovem. Segundo o economista Candido Ferreira da Silva Filho, professor da Faculdade de Economia da PUCC há 16 anos, o fato deles não pensarem nesse tipo de coisa não é responsabilidade dos pais, que não orientam, mas sim uma questão cultural do nosso país, onde com todo o histórico de crise econômica que temos, as pessoas começam a pensar nesse tipo de coisa com 40 anos ou mais, quando já constituíram família. “Nos EUA, por exemplo, onde a cultura é diferente, os jovens reservam uma parte de seu salário para esses tipos de investimentos, pois lá eles possuem uma economia com menos instabilidade e inflação” garante Silva.

O economista afirma ainda que a grande maioria dos jovens ganha pouco e muitas vezes têm que ajudar em casa, o que acaba impossibilitando-os de fazerem uma faculdade, por exemplo. E aqueles que conseguem chegar ao ensino superior, quase sempre trabalham o dia todo para estudar a noite, o que faz com que não aproveitem ao máximo a faculdade, já que estão cansados e sem tempo para estudar: “Apenas 1% dos jovens estão no topo da pirâmide social” conclui Silva.

A estudante Paola Mekssiner é um exemplo de jovem que trabalha para conseguir pagar suas necessidades básicas. Ela ganha um salário mínimo e uma pensão de Duzentos Reais do pai por mês. Com esse dinheiro paga a faculdade e a condução para ir até a Universidade: “É muito pouco o que eu ganho, a minha vontade sempre foi fazer faculdade de Medicina Veterinária, mas como é muito cara, eu faço faculdade de Física, para poder ter um emprego melhor depois de formada e aí sim ter condições de fazer o curso que eu realmente quero”. Para completar sua renda, a estudante vende trufas na Faculdade e lingerie.

Mas mesmo aquela pequena porcentagem dos jovens que ganha relativamente bem e conta com a ajuda dos pais pra pagar as necessidades básicas, não consegue fazer o dinheiro sobrar no fim do mês, eles preferem gastar com lazer, por exemplo, alem de transporte e alimentação.

“A questão do não “poupar” o dinheiro, se deve ao fato dos jovens quererem aproveitar o dinheiro em curto prazo, eles não sacrificam esse curto prazo pelos benefícios do longo prazo”, observa o economista.

Essa situação é vista, por exemplo, na estudante Fernanda de Oliveira, que faz o curso de Engenharia Ambiental. Ela, uma exceção com certeza de jovem, ganha Mil e Duzentos Reais por mês, paga Seiscentos Reais de faculdade (o seu pai completa o que falta) e o restante do salário gasta com roupas, transporte, lazer e sempre está no vermelho no final do mês. Porem, ela, de certa forma, faz um investimento com seu salário: a estudante comprou um carro, com o pai e a irmã, e paga portanto Cento e Cinqüenta Reais da parcela por mês.
Saber investir o que ganha realmente é uma tarefa difícil para todos e principalmente para os jovens, que entraram recentemente no mercado de trabalho, experimentam há pouco tempo o gosto de ter seu próprio dinheiro, e muitas vezes nem ficam com esse dinheiro, ajudam em casa para garantir a sobrevivência da família.


Thaisa Tasca Franco

terça-feira, outubro 23, 2007

Simuladores virtuais são ótimas opções para aprender a investir na bolsa

Treinar antes de entrar no mercado “para valer” é uma boa dica para quem está começando




Uma ação para ser bem sucedida exige prática e um pouco de treino antes de “entrar para valer” no mercado de ações é uma boa opção para quem está começando. Ferramentas simuladoras do sistema home-broker – instrumento que permite a negociação de ações via Internet onde o usuário envia ordens de compra e venda de ações através do site de sua corretora – são oferecidas por alguns sites de graça. Um dos mais acessados é o Em Ação, da Folha de São Paulo. O cadastro é rápido e ao efetuá-lo o usuário recebe uma caderneta com R$100 mil para aplicar aonde quiser, claro que “de mentira”.

O estudante de engenharia da computação Diogo Brasilino, de 23 anos, pretende começar a investir na bolsa, mas como não fazia idéia de como funcionava esse mercado, resolveu se cadastrar em um site simulador. "Estou aprendendo a operar na prática sem gastar nada. É uma ótima opção para quem está começando", aconselha ele. A desvalorização da caderneta de poupança – que hoje varia entre cerca de 1% ao mês –, e a popularização do home-broker tem atraído cada vez mais pequenos e médios investidores para o mercado de ações.

Esses investidores vêem na bolsa uma boa oportunidade para alcançar a tão sonhada independência financeira ou simplesmente para valorizar suas economias. A Balança Anual da Bovespa de 2006 registrou um volume inédito desde sua criação em 1890: um quarto do volume financeiro negociado na Bolsa de São Paulo saiu da carteira de pequenos e médios investidores. Porém entrar no mercado de ações requer um pouco de aprendizado.


O Dr. Alexandre Elder, operador profissional e um dos maiores especialistas do mundo no assunto afirma em seu livro “Aprenda a Operar no Mercado de Ações” que “para ser bem-sucedido nas operações de mercado, é preciso de vários traços inatos, sem os quais nem vale a pena começar. Aí se incluem disciplina, tolerância ao risco e facilidade com números”. O mercado exige muita atenção e dedicação, pois qualquer transação mal planejada pode causar um grande prejuízo no bolso do operante. Como aconselha o superintendente da Bovespa, Ricardo Nogueira, "o primeiro passo para entrar no mercado acionário é abandonar a ilusão de que ele não proporciona lucro sem riscos".

Outros sites que oferecem esses serviços são: http://www.bussoladoinvestidor.com.br/ e http://www.investidorvirtual.com.br/.

Luciano Abruzez